segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A Noite Que Se Fez Dia

Há dias que parecem noite por 24 horas! Ainda que esteja o sol a brilhar lá fora, é um preâmbulo no coração daquele que se angústia na calada da noite.
A tristeza taciturna, o choro inesperado, o aperto no peito que dá vontade de gritar são sinalizações claras que o melhor remédio e clamar a Deus.
Davi gritou, Ana grunhiu, Israel clamou, Jesus chorou.
Algum fecho virá hoje. E o que basta para dissipar a escuridão. E típico que essa coisa louca e apimentada venha como confusão, solidão, rejeição, necessidade ou as próprias trevas vestidas de trevas (já que hoje em dia e desde os primórdios elas se disfarçam de luz. Tais palavras para quem tem sabedoria). Essas trevas e aquele não apalpar parede na escuridão.
Mas a luz e como a agua que não se contem no pote de tanto transbordar. E incontrolável, pois não há como cobrir uma lâmpada com um pano qualquer, nem um abajur resiste. E como o sol que tentamos escapar, e que cada aurora brilhara, desejando o homem trevas, de repente, haja luz. Os gregos entendiam como conhecimento, o revelar. Paulo entendia-o com seu próprio nome, e nomeio o deus desconhecido dos atenienses como o Senhor de toda a criação. Alguns ao ouvir todo aquele papo tiveram coceira nos ouvidos. Mas outros por ali ficaram, empiricando-se na conversa do Apostolo cidadão romano. Eles, no "haja luz", brilhou sobre eles o entendimento.
O conhecido de Deus não é como aquele que não tem para onde olhar. Algo dentro de si o chama para o alto, ao completo entregar-se.
Em meio as trevas, alguém disca por socorro. Então, Deus faz do negrume um belo dia, mesmo sem saber o sujeito como veio a claridade acontecer.
Vandressa Holanda Gefali
Direto Desta Geração

Um comentário:

Afonso Ragazzo disse...

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