domingo, 11 de janeiro de 2015

Bon voyage

Uma carta fraternal:
"Nunca vi um presente criar pernas, mas quando ele estica as canelas, não tem como o parar. É como um pássaro que a gente libera da gaiola do nosso coração, como um filho bem criado e instruído para enfrentar as multidões de adversidades.
O presente vai estar no fundo do nosso ser, sempre presente nas lembranças que outrora se firmaram e não podem mais sair. É um scrapbook do Eterno, criado com papéis em branco prontos para que possamos colorir.
Presente é uma caixa colorida envolto de um belo laço que grita em nossos olhos "você não quer saber o que é?". E é algo muito bom.
Vai, presente, assim mesmo. Mas volte, sempre presente como sempre estará.
Vai com Deus, amiga. Sempre presente."
Vandressa Holanda Gefali

Direto desta geração

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A marmitinha

Não durma quando vier aquela remessa do céus expressa só para você. Nem deixe na confiança de outro para que te acorde, pois até essa pessoa pode se esquecer.
Não durmo bem em aviões. Tenho uma dificuldade imensa porque as costas espremem na cadeira apertada e sonho com o dia de piscar os olhos e estar em outro lugar. Fui viajar com uma amiga a Nova Iorque. Por um instante pestanejei profundamente no encosto de pescoço que comprei. Eu apaguei a ponto de não ouvir nada. Mas algo me acordou e eu olhei para trás. O carrinho que serve o jantar já estava dois bancos atrás de mim. Eu reclamei para a amiga.
- O carrinho do jantar passou e você nem me acordou?
- Amiga, você estava dormindo tão bonitinho e você tem tanta dificuldade para dormir que eu resolvi deixar.
- O que?! Dá essa marmita aqui para mim, faz favor!
Essa última parte eu não falei assim, contando que dentro de um avião não custa ter bom senso.
Mas pense só, durmo no ponto. Havia um jantar para mim. Por pouco, quase perdi minha marmita mexicana, já que estava fazendo conexão no México.
A marmitinha de Deus, ele tem todos os dias. Talvez ela não seja de alumínio ou de plastico. Talvez ela nem seja uma marmita... Talvez uma caixinha de presente reservada via FedEx espiritual. Algum anjo te trás o mistério daquele dia, a informação necessária a cada manhã, ou noite, oi tarde...escolha ai.
O deleite do eterno, uma revelação, é como o maná que Israel colhia no deserto. Se se deixa de colher a chuva daquele dia, no outro ela apodrece, traz moscas, e já não tem serventia alguma. Já se foi.
Digo a respeito das revelações. A pergunta constante para Deus é "o que significa isso ou aquilo". Caso não fale, coloque na estante. O que é de Deus há de ser exposto.
Hoje é dia de maná! De revelações! De marmita quente! Aliás, todos os dias. 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O ano do respiro

Certa feita, uma moça se encontrou de frente com uma tempestade muito forte depois que saiu de um culto em sua igreja. Ninguém estava com ela, ninguém a ofereceu carona. Ela não esperava o evento quando voltava para casa, e confrontou o temporal. Andou e andou, quase parou por instantes. De repente, dois furacões vieram em sua direção como dois Golias, e entre os dois ela passou. Como um soco de ar, deu alguns passos para trás, até que encontrou um poste da cidade, com aquelas iluminações alaranjadas. Foi então que olhou para cima, numa visão, e olhou uma escadaria muito alta, onde o Senhor estava lá em cima. Ela disse:
“Eu estou vendo a Glória de Deus”.
Mas isso foi só um sonho sobre o inicio de um ano conturbado. Era profético. Deus estava preparando a moça ao confronto que duraria um ano e a tentaria parar com todas as armas necessárias. Desde cacos de palavras a toneladas de mentiras e confrontos espirituais. Até a morte bateu a porta de seu ser, no momento em que os dardos inflamados do inimigo se multiplicaram. Quase ninguém sabia disso. Ela não dizia a quase ninguém, principalmente aos seus melhores amigos que já não entendiam a situação, como verdadeiros amigos de Jó.
Até que o ano terminou. Ela percebeu que acabara aquele ciclo. Nem adiantava perguntar a ela como sabia, apenas dizia que percebia em seu espírito que aquele ano seria o “ano do respiro”. E assim creu.
Assim como Watchman Nee disse em um de seus livros que há na vida daqueles que andam com Deus uma estação e um caminho. Nem sempre há bonança; há também terríveis precipitações. Mas, aqueles que entendem os passos de seu mestre, os movimentos dos céus, as mobilidades do Eterno, não desistem tão fácil, ainda que, seja um caminho ou uma estação, preferem se agarrar à Glória de Deus.
Quer seja esse ano de bonança ou precipitações, pois essa é a realidade, feliz ano novo, e ande com Deus.
Vandressa Holanda Gefali

Direto desta geração.