quinta-feira, 12 de junho de 2014

A crônica do imperativo

Faça isso ou faça aquilo. É forte quando uma pessoa não te pede, manda. Como um imperador que tem nas mãos o seu cetro que pode decretar a sua vida ou sua morte. Que forte. Que peso. O que resta ao comandado é obedecer.
O "faça" e um verbo imperativo usado por alguém de autoridade ou quando queremos que algo seja feito – às vezes, quando somos “mandões”. Amamos esse verbo para abusar um pouco mais da nossa autoridade sem educação e imediatista.
Não estou falando que o verbo imperativo é um problema. Ele só precisa ser bem usado.
Como aprendi na faculdade, quando usamos o verbo imperativo e depois um "por favor", é como se tornasse maleável a “paulada”; desmancha a autoridade como uma manteiga solida numa frigideira quente. Portanto, todo o imperador do verbo é naturalmente um mal-educado. Nunca vi um guerreiro espiritual expulsar um demônio dizendo: "Por favor, sai dele". Ou uma mãe que diz para o filho: “Vai lavar a mão, por favor, filhinho...”.
Até agora falamos do verbo imperativo "faça" para dar exemplos, mas há tantos outros... Na bíblia está repleto deles, geralmente Deus falando para nós.
Deus e um Ser de constante movimento. Desde o "haja luz", o Verbo vivo usa essa classe gramatical para que as coisas se movimentem e ocorram na terra. Ele usa também os seus servos, aqueles que oram e que são seus intercessores, seus profetas, para que os "trens da vida" circulem com velocidade sem que saiam dos trilhos. Aqueles que são seus filhos aprendem a obedecer quando o verbo imperativo lhe chega aos ouvidos por meio da Palavra, por meio de um servo de patente mais elevada, e estes, por natureza espiritual obedecem.
E, se não, sofrem a consequência por falta de obediência. Isso dói. Se o líder estiver errado, ele que vá se tratar com o Chefe do universo. Eu não tenho nada a ver com isso; meu papel é obedecer.
Verbo é a massa jogada nos ares espirituais que é fabricada pelos lábios para que no tempo proposto ela vire pão. Palavra dos lábios é o material necessário para que as coisas sejam geradas na terra.
Mas tenho algo a mais para falar, e é uma opinião pessoal: nunca fale com Deus no imperativo. "faça Deus". Liga-te, meu irmão, você não e o imperador de Deus assim como o vaso de barro que não pode dizer para o oleiro o que deve fazer de si. Use a autoridade imperativa naquilo que lhe e sujeito: as trevas, as coisas, as situações, a tua alma...
Chega desse papo de imperativo. Vá orar, Vandressa.

Vandressa Holanda Gefali

Direto desta geração.