domingo, 24 de junho de 2012

O perfume dos amigos

         Hoje eu me alegrei com uma simples figura na rede social que testificou com uma visão rápida que tive na noite passada, no sábado, durante o grupo de jovens. Mas antes eu vou falar das pessoas amigas e perfumadas da minha vida.

Às vezes um determinado perfume é a cara daquela pessoa. Certa feita, no exterior, uma pessoa muito querida procurava “o seu perfume”. Tinha um nome, tinha a marca. Até que eu perguntei “vocês já encontraram o cheiro dela?”. Deixei a pessoa constrangida, quase sem entender, mas seu esposo disse a ela: “Você viu, Amor, que honra?”. Essa pessoa é perfumada sem ter perfume, porque ela tem o cheiro de Cristo.

Na sexta-feira passada estava saindo do trabalho, entrei no elevador e estava com um cheiro muito bom de perfume igual ao que uma amiga usa, e já se tornou dela. Nem sei o nome da marca, mas é muito bom... Sabe-se que a pessoa está por perto quando vem aquela brisa... Nos pensamentos pensei: “Olha! É o cheiro da fulana!”.

Hoje abracei um amigo. Disse-lhe: “Que cheiro de talco!”. Ele levantou o blazer e disse que era o cheiro de não sei o quê. Enfim, era cheiro do talco Johnson de bebê.

Com todos esses fatos compreendo que um bom cheiro é sempre comentado. O mal-cheiro mais ainda! Esses dias eu peguei o metrô, tarde da noite, e havia uma torcida. Meu Pai,  tinha um cheiro de cecê alastrando o ar. Sai de lá inconformada. Ainda bem que eu torço pra outro time.

Mas com todos esses relatos, tenho que falar o que vi ontem enquanto adorávamos a Deus. Vi uma prateleira com vários frascos de perfume, cada um de uma cor, todos juntos no mesmo lugar. Perguntei para Deus o que aquilo significava, mas não obtive a resposta nesse sábado. Ao término dos jovens, fui à um restaurante e rimos como nunca, lembrando das peripécias do nosso grupo.

Hoje pela manhã entrei na rede social. Vi o tal desenho animado com um versículo que foi a resposta de Deus:

“Assim como os perfumes alegram a vida, a amizade sincera dá ânimo para viver” Provérbios 27:9

Eu chorei. Vi Deus falando comigo. A resposta foi clara. Somos frascos de perfume na mesma prateleira dos céus, escolhidos por Deus para dar Seu bom perfume, o bom cheiro de Cristo, a perfumar, segundo sua essência especial. Espero que a gente nunca perca esse frescor.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pancada na pederneira

Quem pode suportar uma pancada de palavras, pode se considerar cara de pederneira. Uma rocha, um resistente. Nunca será delicioso ouvir a verdade e agüentar o chicote no couro da criança levada que somos ainda que a rocha fale e se mova. Não se mova e nem fale se for uma pederneira.


A rocha massacrada fala sem fala, testemunha só no brilho do sol – queima e serve como fortalecimento. Ou, não serve de nada, como uns assim a vêem sem serventia, esses que assim pensam em suas vidas que se limitam aquilo que se sabe.


O Criador da pederneira a fez mais forte que outras matérias naturais para que o homem a observe, e pense, e chegue ao entendimento do que Ele tem para falar a cada manhã, a cada saraivada de balas contra nós, a cada ataque sutil, a cada palavra maldita e inútil que lançam contra nós.


Pederneira... Não tem mais forte que ela.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Os galhos secos que cantam galhos secos

Há uma canção de quando me converti que remete a minha transformação em Deus. Todas as vezes que escutava “Galhos Secos”, e uma vez marcante foi num monte, o Senhor falava tão fortemente em meu coração que eu não consegui mais esquecer.



Certa vez ao terminar uma história usei essa música no texto. A letra é uma poesia forte que se ligava ao fato. Tive o contentamento da escolha, ainda que não soubesse de quem era a música.


Mas, ainda esse ano, eu vi um dos vídeos mais vistos – a família que cantava “Galhos Secos” de uma maneira engraçada, e, ao passo que presenciei, também me frustrei e pensei: “Cacilda, acabaram com a música”. Foi tão estrondoso que a família passou a aparecer em diversos programas de rádio e televisão, e me parece que não foram mais os mesmos. Então, outros começaram a cantar essa música, mas de maneira tão banal que me doía de ver. Pensei:


“Estes são os galhos secos que cantam “Galhos Secos”. Se tão somente prestassem a atenção na letra...”.


Para mim essa música nunca será banal, cançãozinha de programinha de auditório do domingo seco de muitas vidas, dos momentos curtos de alegria... Enfim, nunca será canção da sequidão, mas a canção dos galhos secos que um dia floresceram e podem jubilar diante da chuva que Deus envia sobre a terra seca. E tudo isso, meus queridos, para a nossa alegria.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.