domingo, 12 de junho de 2011

Seja uma Rute no campo

A vida sentimental, ou seja, alguém abençoado ao seu lado, é algo que acontece por acaso, e, ainda mais, para os que decidem andar com Deus. Essas coisas simplesmente acontecem.
Esses dias, também casualmente, li no metrô o livro de Rute na bíblia. Ative-me a ler um trecho que me chamou muito a atenção. Rute disse para sua sogra Noemi que iria colher espigas no campo. Ela acabara de se tornar viúva, mas permaneceu com Noemi, e andou com ela no caminho de Deus. Certamente ela era a super sogra. Rute respigava num campo, e por um acaso (acaso) entrou nos campos de um homem de nome bem bonito, chamado Boaz. Colhia e colhia, até que Boaz a viu de longe. “Quem é essa mulher?”. Se puderes ler na bíblia verás que deu em casamento.
Enquanto colhemos para Deus, Ele está cuidando dos mínimos detalhes da nossa vida. A necessidade de alguém ao lado não é o alvo número um da vida; o alvo primordial é a vida em Cristo e em sua missão, pois a quem trabalha lhe é apontado a benção, e não qualquer uma, sempre a melhor. Leia sobre Boaz e irá entender.
Rute foi alguém tremendamente restaurada por Deus. Perdeu o marido, um relacionamento encerrado com dores e choros. No momento em que ela se voltou para o Deus de Noemi, Ele a curou na sua área sentimental.
A todos com dores, a todos os que acham que estão sozinhos, a todos que foram feridos sentimentalmente é para quem dirijo essas palavras. Lance mão do arado, e não olhe para trás. A benção vem quando menos esperamos. Que venha! Entre nos campos de Boaz, mas por acaso.

 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Os monturos do treme-treme

Assim que escutei na rádio que finalmente fora demolido o edifício São Vito, na Avenida do Estado com a Avenida Mercúrio, onde a sua frente fica o Mercadão Municipal de São Paulo, senti um misto de nostalgia da infância e alívio porque jaz uma construção que tinham muitas histórias tristes para contar.
Conheci muitas pessoas que moravam nas quitinetes do apertado e lotado prédio que chamavam de “Treme-Treme”, justamente pelos terrores daquela habitação de fachadas verdes e encardidas. Muitos eram estudantes do colégio São Paulo que ficava a dez minutos do local. Só descobri que o nome do edifício era o mesmo do santo cultuado no bairro assim que parei em frente com minha irmã, que esperava uma coleguinha que subiu e desceu do seu apartamento para lhe trazer um objeto emprestado.
As histórias de atrocidades do lugar eram várias. Era certa boca do lixo vertical lotado de pessoas da noite, ladrões, promíscuos e assassinos. Exceto pelas famílias que conheci, sendo muitos deles trabalhadores no meio da dor. Uma vez ouvi um relato de uma coleguinha de sala num dos incêndios do lugar, quando teve que pular o fogo que alcançou as escadas, de um andar para o outro, a fim de escapar da morte. Numa outra vez explodiu um botijão de gás que arrancou o quadrado da fachada do lugar. Assassínios, perigos, e diversos fatos que deviam ser derrubados.
No mesmo fim de semana da notícia passei em frente da demolição completa. O edifício São Vito eram montes enormes de entulhos, monturos de histórias que mereciam esse fim. Do mesmo modo será na terra a respeito de tudo o que é ruim. Certamente não sobrará, assim como o São Vito, pedra sobre pedra.

 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A ponte entre nós

Deus dá uma visão de algo que devemos alcançar. Ele diz para corrermos atrás dela sem mesmo olharmos para trás. Desde que aprendi que minha vida com Deus seria assim tenho vivido as experiências mais loucas com Ele.
Fé. A ponte entre dois lugares. De um lado, eu. Do outro, Deus. Ele diz-me: “Vem cá”. E eu quero ir, contudo um grande abismo está entre nós. É cada vez mais simples seu falar ao dizer “vem”, mas o medo e a falta de ver algo material, e nesse caso uma ponte, mata a experiência de fé que Ele quer dar.
Uma vez tive uma visão. Dois lados divididos por um abismo. Poucos dias depois vi um comercial com aquele mesmo cenário, e uma ponte que se formava a partir do momento que um personagem passava ao som de uma música que dizia que a fé não falhava.
Mas fé em quem? Crer no Deus invisível já é motivo de fé. Muito maior é crer que Ele deu seu Filho para morrer por nós.
A fé em Deus impulsiona-nos para frente. Quem lança mão do arado e olha para trás deixa de ser digno Dele. Quando Ele concede um propósito profético é para que não olhemos para o antes, pois tudo dirá ao contrário daquele alvo. Até amigos de longe duvidarão, e dirão que tudo não passa de um devaneio da sua mente. Ria. Aquele que tem a visão do alto ri das bobagens das bocas incrédulas, pois se sabe que nada é mais forte que a Rocha Eterna.
Sonhe. Sonhe bastante. Todavia passe a ponte e corra aos braços eternos sem hesitar se a ponte estará ou não. Quando tu notares já passou por ela.

 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.