domingo, 22 de maio de 2011

Deus fala sinceridades

Numa noite em minha casa comecei a orar em inglês. Disse a Deus, depois de tantas palavras, que falasse comigo. Então ele me disse claramente: “Você precisa aprender inglês”. Quando contei aos meus amigos, eles encenaram um chute fatal.
Numa outra vez perguntei a ele o porquê não me descia o coro logo de uma vez por causa dos meus erros. “Você já apanhou demais”. Poxa, aquela frase me quebrou.
Mais outra situação para acrescentar. “Tenha paciência com ela”, pediu-me Deus a respeito de uma pessoa que ainda não conhecia direito. Segundo minha amiga, a menina Leite, a pior coisa que tem é pedir paciência a alguém impaciente. Até aquele momento não havia entendido, mas os dias se passaram e notei o motivo. Comecei a orar para encerrar meu vínculo com essa pessoa, e mais uma vez, para surpresa da minha impaciência, Ele me disse tão claro como se eu ouvisse um amigo: “Tenha paciência com ela”. Jamais pensaria em paciência com aquele sentimento dentro de mim.
Deus fala sinceridades e é incrível em suas palavras. Sempre me surpreende com direções das quais a minha mente ainda não pensou. Ouvir a voz de Deus é calar a nossa alma, a nossa mente, que nos confunde tanto até afinarmos os nossos ouvidos para ouvi-lo falar. Às vezes a sinceridade dói, mas é sempre o melhor conselho. Se ela vem de Deus, não tem melhor coisa a fazer a não ser escutá-lo.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eis a tua mãe

Assim disse Jesus ao ver João, o seu discípulo amado, ao lado de sua mãe Maria, que chorava ao pé da cruz. Ele não disse somente a João, mas a ela também: “Mulher, eis o teu filho”. Caminham os dois, então, a um princípio de adoção do reino.
Na ausência de quem amamos Deus sempre traz alguém para suprir naquilo que nos falta. Um homem que já não tinha sua mãe para acalentá-lo; nem a senhora, com seu filho a morrer na cruz. A partir daquilo João passou a recebê-la em sua casa. A deixa de Jesus funcionou para a cura recíproca.
Mãe é apenas uma. A minha ninguém pode substituir. Desde que ela se foi num momento de revés, foi difícil perceber que Jesus me dizia: “Eis a tua mãe”, quando de repente Ele trazia as Anas, as Arletes, as Raimundas do meu dia-a-dia para dizer que amor de mãe poderia ter a qualquer hora, bastava eu querer.
Depois de um dia das mães como o que passou, digo que o melhor colo, o mais completo, o carinhoso, o mais perfeito, está no chaise longue de Deus, que é a sua mão. Há cura em Deus para isso. Descobri em Deus que Ele é o pai (ou mãe) dos órfãos, e marido das viúvas. O socorro bem presente na ausência de quem um dia nós amamos; o consolo a quem corre aos seus pés.
Feliz dia das mães para as minhas mães.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.