sábado, 29 de janeiro de 2011

Eu só quero pegar fogo

Ontem estive pensando no que escrever. Nada me vinha à mente, a não ser que eu pegasse fogo, pois só assim algo bom sairia de minhas mãos. Uns chamam isso de inspiração; outros, transpiração. Eu prefiro juntar as duas coisas e tacar fogo.
É como num filme chamado “Billy Elliot”, cujo menino entra por um acaso no ballet enquanto o pai o recomendara para o boxe. O menino desenvolve a dança de tal maneira que convence até o pai, um operário durão e viúvo, a levar o menino ao teste no Ballet Bolshoi. O menino faz o teste de dança, e ao terminar acaba batendo num pequeno efeminado que chegou perto dele. Por esse motivo foi chamado a falar com uma comissão selecionadora, que pergunta a ele o porquê dele dançar. Nunca esqueço sua resposta, o que sentia quando o fazia: “Não sei. Mas quando danço é como se eu pegasse fogo”. Bastou aquilo para que o menino fosse classificado.
Este fogo é natural, algo que o Criador fez dentro de nós. Parece que eu desde pequena tenho que criar algo, desenvolver idéias... Mas nada se compara a escrita em minha vida. Não nasci tendo nas mãos o domínio de toda essa arte.
Por muitas vezes o “acender-se” é pegar dois pauzinhos e esfregá-los até que uma labareda intensa se acenda dentro de mim. Pegar fogo é desenvolver. Quem se acende de alguma forma quer correr. Pronto, acendi. Estou vendo que será um dia de grande incêndio dentro de mim.



Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Andar é coisa de velho. É tempo de correr.

Hoje pela manhã fui correr, ato que não faço há muito tempo. Acordei muito cedo para um final de semana, e antes que o sol me torrasse, parti. Logo ali, perto de casa, numa pista desfalcada pela chuva comecei a andar, tendo em minha consciência a voz da Danila me dizendo que “Andar é coisa de velho! Você tem que correr!”.
“Tenho que correr”.
Confesso que sempre odiei correr. Sempre, desde criança, passo mal quando corro demais e me causa uma baita enxaqueca. Mas eu estava obstinada. Se eu quisesse perder peso e botar o meu corpo em outro ritmo, era o preço.
Aquilo me trouxe a lembrança meus dias no sul de Minas Gerais, quando aos términos das aulas da tarde trocava de roupa e descia em direção da estrada de terra próximo à praça de esportes do colégio. Nunca corri, apenas andava, e andava... Depois ficava ao fundo da praça, na lateral do campo de futebol, perto dos pinheiros, fazendo abdominais e alongamentos para então treinar golpes de capoeira. O sol punha-se diante de mim, dizendo: “Tchau! Até amanhã!”, e eu parava, querendo dizer com o meu silêncio que era hora de partir como o sol.
Lembrei disso enquanto corria. Então, ouvi uma voz ao longe:
- Aêeee!... – Era a Danila passando por ali com sua irmã.
Dei risada e continuei minha trilha.
A corrida fez-me tão bem! Assim também fez o conselho de minha amiga, de que eu não posso andar – eu tenho é que correr, pois andar é coisa de velho, ou, das coisas velhas.
É correr, com enxaqueca ou não, pois no fim quem agradece é o corpo. O corpo, se é que me entende.




Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A Palavra e nada mais

Depois de três anos lendo literatura secular eu não quero ler mais nada a não ser a Bíblia, a poderosa bússola durante meus dez anos de nova vida. Não há nada comparável a ela. Aquelas literaturas eram muitas palavras, e da montoeira delas se tornaram poucas. Não me era o suficiente para matar a sede no deserto, ao contrário da Palavra de Deus, que da montoeira de palavras faz um rio de águas vivas.

É da sabedoria do alto que quero, só. Tenho tantos livros em minhas prateleiras, e quer saber de uma coisa? Não quero ler nenhuma. Deixe lá. Não peça, não empresto. Se quiser dou de graça uma Bíblia, pois nenhuma outra pode te transformar de maneira tal que surpreenda. Se eu cheguei a algum lugar hoje é porque essa Palavra me guiou.

Não, não me conte histórias da carochinha, velhas e caducas. Conte-me uma nova história, quer antiga, mas tão recente quanto o nosso tempo, e que espelhe o Deus verdadeiro capaz de mostrar o caminho que se deve seguir.

Nesses últimos dias, eu e você precisamos dela. Mas busque com prazer, e não como a última opção no fundo do poço.




Vandressa Holanda Gefali

direto desta geração.