quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um pássaro se livrou

Tarde de primavera. Um passarinho tentou voar e se esborrachou no chão. Seus pais desesperaram vendo seu filhote no chão sozinho na garagem perigosa. O bichinho não podia alçar vôo. Suas patinhas, frágeis, mal o ajeitavam com tranqüilidade. Passou a temer, e procurou o primeiro lugar seguro que pudesse se esconder: embaixo da roda de um carro parado.
Perto do fim da tarde entrei na vila. Fones no ouvido, uma altura na música que se desconsidera qualquer turbilhão. Parei a um metro da porta, desliguei o ipod, peguei as chaves, foi quando ouvi um piado desesperado. E não era no alto como os pássaros que moram na árvore alta em frente de casa. O desespero vinha do chão, perto do carro. Segui o chorado, até chegar embaixo do carro. O pequeno pássaro encolhido piando aos dois pássaros que rondavam muito perto dali.
Peguei-o. Disse-o para não se preocupar.
Os dois pássaros adultos piaram como quem fala mal. Por favor, esperem ai. “Calma, passarinho, calma. A gente vai dar um jeito”. Coloquei-o na jardineira, abri a porta de casa e deixei minhas coisas ali. Fui ao prédio do lado e falei com o porteiro para deixar o passarinho no jardim onde os pais pudessem cuidar. Foi ali que o deixei, o passarinho cujo peitinho arfava de desespero. Os pais, ansiosos, não demoraram a pousar em socorro. Fui para a casa feliz, pois se demorasse mais um pouco a dona do automóvel o teria matado.
Qual será o teu refúgio, pássaro tremente. Buscou para si o primeiro abrigo, o mais perigoso dos pneus. Mas de ti, Deus teve misericórdia, visto que não sabia voar, pássaro, para piar no meu quintal todos os dias quando eu acordar. Acorde-me! Quero me lembrar que Deus também pode me livrar, abrigando-me no lugar mais seguro da terra: em Sua Presença.

“Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústia eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei. Salmos 91:14,15
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

domingo, 16 de outubro de 2011

O Tâmisa era o nosso Tietê

“Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos”. Jó 14:7
Paulistanos! Há esperança para o Rio Tietê!
Pode um rio cortado de sua pureza ser restaurado a ponto de ser lugar turístico, via de barcos e passeios de verão? Como não?! Basta um pouco de vergonha na cara e muita esperteza se quiser que isso aconteça. Não vou me aprofundar em quem deve mexer nisso e todos nós já sabemos. Só quero falar da esperança, a âncora da alma.
Naveguei pelo rio Tâmisa em Londres, e quem vai lá não diz que o rio foi poluído um dia. Quando voltei para o Brasil me perguntaram se es


tava muito fedido. Disse que não, e o rapaz estranhou. Depois, um engenheiro com quem trabalho me disse que o despoluíram e o fizeram ponto turístico. Um bom investimento.
Tempos atrás vi numa capa de revista que o Rio Tietê tem esperança. Não dei muita atenção, achei lorota. Mas depois que descobri isso pude ver que a coisa do ser humano, do homem, é não ver onde pode se enxergar algo melhor.
Algo pode mudar daqui para frente, meu querido. Algo muito especial pode acontecer com o Tietê. E já que eu posso declarar...: “Que assim seja...”.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração

sábado, 15 de outubro de 2011

Aproveite o dia...

...O dia que Deus te deu, como eu e minha irmã Vanessa. O proveito lícito, o proveito de brincar, e saber que Deus está em tudo aquilo.
No verão de 2004 encontrei-me numa manhã de sol com minha irmã nas catracas do metrô República. Fomos até a Rua Augusta e tomamos um açaí na tigela na sorveteria do sorvete de soja. Subimos a pé, sempre conversando, e de tanto falar nem vimos o tanto que andamos: Augusta, Paulista... depois descemos a Brigadeiro Luís Antônio até o Parque do Ibirapuera; alugamos bicicletas por duas horas – metade andando, metade respirando.
Enfim, terminamos.
Subimos a Brigadeiro para pegarmos o metrô. Na metade do caminho vimos um labrador clarinho junto ao dono sentado na porta de um bar fuleiro. Fomo brincar com o bichinho que nos recepcionou com lambidas e pequenas mordidas que foram aumentando até que ele mastigou o meu braço inteiro. Senti-me um patinho de borracha dolorido pelos afagos. Minha irmã melhorou a situação: precisava limpar meu braço com álcool; ele pegou vinagre no bar. Finalmente, senti-me uma salada.
Fomos rápido para o metrô. Despedimo-nos e fui até o Tucuruvi para o ensaio do Street Dance no quintal da casa de uma amiga. Mais duas horas.
Fui rápido para a casa, tomei um banho e corri para frente de minha igreja encontrar minha amiga que não é azul, mas é blue e quase japonesa, para irmos à apresentação do “Kirk Franklin and The Nu Nation Choir” no Credicard Hall. Dancei o tempo todo; era impossível ficar parado. Perdi dois quilos naquele dia só de brincar e dançar.
Diga-me como não agradecer por esse dia, ainda que seja chuva ou sol.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O estudante inglês

Por duas vezes vi este personagem no metrô londrino. Na escada rolante, logo atrás de mim, um menino de uns nove anos tendo em seguida a sua mãe que o instruía num sotaque britânico tão agradável que ao lembrar parece que escuto a sua voz. O menino apenas ouvia introspectivo. Outrora, um rapaz de quatorze anos estava encostado a um canto do vagão, olhando para fora as casas geminadas da periferia.
Um estudante inglês veste-se assim como nos filmes que assistimos no Brasil. Ternos escuros e gravatas listradas na diagonal, vermelha e outra cor. Vermelhas também são suas bochechas como que borrifadas numa pele branca, tão branca como a cútis das mulheres das canções de amor dos trovadores. Vermelho e branco.
Em nenhum dos dois vi momentos de alegria ao pouco de suas vidas que filmei. Nem medo ou coragem, nem alegria ou tristeza, como em alguns filmes. Foi só o que vi.
Também a caminho da Oxford Street, vi do segundo andar do ônibus muitos formandos passando para a sua colação de grau naquela via cheia de escolas superiores. Suas becas pretas com a faixa lilás eram similares a que usei na minha vez. Neles não havia nenhuma euforia “brazuca” de mais uma conquista de um alvo atingido. Apenas um momento.
Da imagem do estudante inglês fica a figura. Faz-me lembrar que um pequeno momento, ainda que curto, deve ser curtido. Assim como meus instantes na cidade inglesa, em cada ponto turístico que pisei. Talvez um dia escreva mais sobre outras trivialidades britânicas, não aqui, pois são coisas demais.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Na missão com Deus - uma prévia

Hoje é dia da dependência total de Deus. Porque ir a uma região nunca por mim pisada deixou-me sem sono e sem noção de que daqui a poucos dias estarei numa missão com Deus, mais uma dentre outras que Ele me deu oportunidade de participar.
Ao notar que fui escolhida por Ele, antes revelada por sonhos proféticos, depois pelo chamado para esse trabalho, pensei em o porquê o Senhor me quis nesse trabalho. Não tenho nada que qualquer ser humano considere superior; para todos sou simplesmente um “não”. No entanto para Ele eu fui o “sim”.
Quanto menos se espera a missão ela vem, aos que crêem antes dos sinais, da vista, do racional, ou de qualquer sofisma cultivado por aí.
Chegou o dia. Sempre fico balançada quando vou a um lugar que não conheço, é natural. Penso o quanto vale a pena servir a Deus. Onde Ele pode me levar, onde Ele me quer e o que Ele quer fazer... Que seja esse o meu prazer.
Finalmente, seja dada a Deus toda a Glória e louvor por todos os feitos que estão por vir, que para nós é como uma penumbra, sombras do que acontecerá em terras estranhas, e que só se descortinará quando ali pisar. Algo diferente está por vir.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

domingo, 31 de julho de 2011

No ardor dos olhos

Foi assim que meus olhos arderam naquele fim de semana de 1983. Meu pai e minha irmã pegaram-me pela mão e saímos do apartamento. Pelas janelas dava-se para ver que o sol radiava forte. Descemos pelas escadas e corredores escuros do prédio antigo e verde, e assim que saímos do edifício passamos pela sombra diagonal do prédio garagem ao lado, foi quando o brilho do sol me pegou. Fiquei cega.
- Ai, ai! Meus olhos!
Os dois procuraram me socorrer e me perguntavam o que havia.
- Eu não consigo ver!
Cocei os olhos com os punhos fechados. Sentia o tato de suas mãos em mim como se aquilo ajudasse em algo. Mas o ardor não passava e meus olhos não abriam. Levaram-me para a sombra, e então consegui a custos abrir os olhos.
Nunca entendi o que aconteceu. Talvez o choque da escuridão para a luz tivessem me levado à cegueira momentânea, fato que algum médico pode comprovar ou não.
Sempre quando recordo, penso em Paulo no caminho de Damasco. Ele estava no sol, mas por um instante uma luz mais forte veio ao seu encontro a ponto de deixá-lo cego. Era Jesus perguntando o porquê de tal perseguição ao seu nome.
Eu era muito pequena, uns três anos. Até hoje tenho a impressão que Jesus me visitou, pois meus pequenos olhos já presenciavam absurdos demais nas sombras do pecado. Quero ficar com essa idéia fixa, a lembrar sempre o que Jesus me fala, que me preservou desde a infância.
Para todo ardor nos meus olhos haja colírio dos céus. Mesmo que seja Ele o causador da ferida, que toda vez a sua cura venha sobre mim.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A crás do corvo

O que confunde uma bela voz e o grito do corvo é a separação para a morte e não para a vida. Por que Deus designa a alguns talentos tais que outros não têm? Não acredito que seja para mergulhar em bel prazer ludibrioso, caminhos dos quais só levam ao figurativo do corvo, que é à sombra da morte que o persegue pela vida – se é que é vida.
Talentos nunca podem ser jogados fora, só é assim devido a sua aplicação. Se para vida, da qual Deus pode tomar conta, haja sucesso; se para morte, de certa forma já há suspeita de que, aquele talento que poderia honrar o Deus como fonte de riquezas, há em sua periferia a manipulação de destruição.
Não dá para cantar para si mesmo, encher-se o peito e depois murchar. Nem para se esvaziar de si, pois só o que esvaziou fala do que ainda há dentro de si. Cantar é extravasar, lançar para fora do jarro água doce ou água salgada. Para quem canta, sabe. Soltar o agudo ou grave de alguma forma é tentar pedir ajuda para alguém.
Quem sabe, e o é, Davi era assim. Salmodiou da sua alma Àquele a quem podia confiar o seu ser, Deus, que por muitas vezes o cercou de sua presença tão poderosa levando-o a escrever; passou aos músicos e cantores, Asafe, Jedutum, o percussionista, e todos cantavam profeticamente aquela canção. Desabafo, gratidão, dor, companhia, alegria, unidade, amor, compaixão. Estes são alguns dos salmos de Davi.
Se toda voz soubesse dos segredos dos céus de que um cântico de uma voz não é apenas de um cantor, mas sim de um adorador, jamais teríamos tantos artistas perdidos, drogados, amargurados de amor, e tantos outros fatos que só um dolorido pode contar. Talvez por esse motivo Deus ainda procure adoradores que o adorem em espírito e em verdade, e quando Ele o encontrar, jamais dele se apartará. Caso não o encontre, serão todos cantores como os outros, dos botequins às casas, dos palcos aos choros.
Ludibrioso canto do corvo, que na América antiga representa a morte, e com o tal se confunde, lançando fora quem era o mais importante.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O Deus da nossa juventude

Faz alguns dias que fui palestrar aos adolescentes na minha igreja junto com uma amiga. O tabernáculo de Moisés foi o tema central daquela noite. No fim de todas as palavras, a Presença de Deus estava tão forte na sala que arrepiava as pernas. Deus estava em nosso meio, Poderoso, porque simplesmente falamos sobre Ele.
Foi uma noite marcante que me fez lembrar dez anos ou mais no passado, quando comecei a invocar a Presença de Deus num quarto precário, cheio de baratas e ratos. Descobri que podia me achegar à Glória de Deus por meio de Jesus e curtir da sua graça. Cada noite era uma experiência nova. Lembro-me que ligava para uma amiga que é coreógrafa, e dizia sempre o que Deus fazia comigo.
Veio tão pura, naquela noite, a lembrança desses dias. Toquei-me em pensamentos. Na verdade a maior caçada da minha vida, sim, é a Presença de Deus. A melhor coisa que há é se encontrar com o Pai em vida do que esperar a morte sem Ele.
Aqueles meninos e meninas de alguma maneira foram marcados por Deus, eu sei, assim como um dia eu fui também, e por esse motivo mudou a história da minha vida. Se hoje sou alguma coisa, foi porque a Presença de Deus me fez ser diferente.
Só de escrever essas palavras percebo que é preciso estar na Presença de Deus todos os dias da minha vida. O Deus da minha juventude, de hoje e sempre.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

domingo, 12 de junho de 2011

Seja uma Rute no campo

A vida sentimental, ou seja, alguém abençoado ao seu lado, é algo que acontece por acaso, e, ainda mais, para os que decidem andar com Deus. Essas coisas simplesmente acontecem.
Esses dias, também casualmente, li no metrô o livro de Rute na bíblia. Ative-me a ler um trecho que me chamou muito a atenção. Rute disse para sua sogra Noemi que iria colher espigas no campo. Ela acabara de se tornar viúva, mas permaneceu com Noemi, e andou com ela no caminho de Deus. Certamente ela era a super sogra. Rute respigava num campo, e por um acaso (acaso) entrou nos campos de um homem de nome bem bonito, chamado Boaz. Colhia e colhia, até que Boaz a viu de longe. “Quem é essa mulher?”. Se puderes ler na bíblia verás que deu em casamento.
Enquanto colhemos para Deus, Ele está cuidando dos mínimos detalhes da nossa vida. A necessidade de alguém ao lado não é o alvo número um da vida; o alvo primordial é a vida em Cristo e em sua missão, pois a quem trabalha lhe é apontado a benção, e não qualquer uma, sempre a melhor. Leia sobre Boaz e irá entender.
Rute foi alguém tremendamente restaurada por Deus. Perdeu o marido, um relacionamento encerrado com dores e choros. No momento em que ela se voltou para o Deus de Noemi, Ele a curou na sua área sentimental.
A todos com dores, a todos os que acham que estão sozinhos, a todos que foram feridos sentimentalmente é para quem dirijo essas palavras. Lance mão do arado, e não olhe para trás. A benção vem quando menos esperamos. Que venha! Entre nos campos de Boaz, mas por acaso.

 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Os monturos do treme-treme

Assim que escutei na rádio que finalmente fora demolido o edifício São Vito, na Avenida do Estado com a Avenida Mercúrio, onde a sua frente fica o Mercadão Municipal de São Paulo, senti um misto de nostalgia da infância e alívio porque jaz uma construção que tinham muitas histórias tristes para contar.
Conheci muitas pessoas que moravam nas quitinetes do apertado e lotado prédio que chamavam de “Treme-Treme”, justamente pelos terrores daquela habitação de fachadas verdes e encardidas. Muitos eram estudantes do colégio São Paulo que ficava a dez minutos do local. Só descobri que o nome do edifício era o mesmo do santo cultuado no bairro assim que parei em frente com minha irmã, que esperava uma coleguinha que subiu e desceu do seu apartamento para lhe trazer um objeto emprestado.
As histórias de atrocidades do lugar eram várias. Era certa boca do lixo vertical lotado de pessoas da noite, ladrões, promíscuos e assassinos. Exceto pelas famílias que conheci, sendo muitos deles trabalhadores no meio da dor. Uma vez ouvi um relato de uma coleguinha de sala num dos incêndios do lugar, quando teve que pular o fogo que alcançou as escadas, de um andar para o outro, a fim de escapar da morte. Numa outra vez explodiu um botijão de gás que arrancou o quadrado da fachada do lugar. Assassínios, perigos, e diversos fatos que deviam ser derrubados.
No mesmo fim de semana da notícia passei em frente da demolição completa. O edifício São Vito eram montes enormes de entulhos, monturos de histórias que mereciam esse fim. Do mesmo modo será na terra a respeito de tudo o que é ruim. Certamente não sobrará, assim como o São Vito, pedra sobre pedra.

 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A ponte entre nós

Deus dá uma visão de algo que devemos alcançar. Ele diz para corrermos atrás dela sem mesmo olharmos para trás. Desde que aprendi que minha vida com Deus seria assim tenho vivido as experiências mais loucas com Ele.
Fé. A ponte entre dois lugares. De um lado, eu. Do outro, Deus. Ele diz-me: “Vem cá”. E eu quero ir, contudo um grande abismo está entre nós. É cada vez mais simples seu falar ao dizer “vem”, mas o medo e a falta de ver algo material, e nesse caso uma ponte, mata a experiência de fé que Ele quer dar.
Uma vez tive uma visão. Dois lados divididos por um abismo. Poucos dias depois vi um comercial com aquele mesmo cenário, e uma ponte que se formava a partir do momento que um personagem passava ao som de uma música que dizia que a fé não falhava.
Mas fé em quem? Crer no Deus invisível já é motivo de fé. Muito maior é crer que Ele deu seu Filho para morrer por nós.
A fé em Deus impulsiona-nos para frente. Quem lança mão do arado e olha para trás deixa de ser digno Dele. Quando Ele concede um propósito profético é para que não olhemos para o antes, pois tudo dirá ao contrário daquele alvo. Até amigos de longe duvidarão, e dirão que tudo não passa de um devaneio da sua mente. Ria. Aquele que tem a visão do alto ri das bobagens das bocas incrédulas, pois se sabe que nada é mais forte que a Rocha Eterna.
Sonhe. Sonhe bastante. Todavia passe a ponte e corra aos braços eternos sem hesitar se a ponte estará ou não. Quando tu notares já passou por ela.

 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

domingo, 22 de maio de 2011

Deus fala sinceridades

Numa noite em minha casa comecei a orar em inglês. Disse a Deus, depois de tantas palavras, que falasse comigo. Então ele me disse claramente: “Você precisa aprender inglês”. Quando contei aos meus amigos, eles encenaram um chute fatal.
Numa outra vez perguntei a ele o porquê não me descia o coro logo de uma vez por causa dos meus erros. “Você já apanhou demais”. Poxa, aquela frase me quebrou.
Mais outra situação para acrescentar. “Tenha paciência com ela”, pediu-me Deus a respeito de uma pessoa que ainda não conhecia direito. Segundo minha amiga, a menina Leite, a pior coisa que tem é pedir paciência a alguém impaciente. Até aquele momento não havia entendido, mas os dias se passaram e notei o motivo. Comecei a orar para encerrar meu vínculo com essa pessoa, e mais uma vez, para surpresa da minha impaciência, Ele me disse tão claro como se eu ouvisse um amigo: “Tenha paciência com ela”. Jamais pensaria em paciência com aquele sentimento dentro de mim.
Deus fala sinceridades e é incrível em suas palavras. Sempre me surpreende com direções das quais a minha mente ainda não pensou. Ouvir a voz de Deus é calar a nossa alma, a nossa mente, que nos confunde tanto até afinarmos os nossos ouvidos para ouvi-lo falar. Às vezes a sinceridade dói, mas é sempre o melhor conselho. Se ela vem de Deus, não tem melhor coisa a fazer a não ser escutá-lo.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eis a tua mãe

Assim disse Jesus ao ver João, o seu discípulo amado, ao lado de sua mãe Maria, que chorava ao pé da cruz. Ele não disse somente a João, mas a ela também: “Mulher, eis o teu filho”. Caminham os dois, então, a um princípio de adoção do reino.
Na ausência de quem amamos Deus sempre traz alguém para suprir naquilo que nos falta. Um homem que já não tinha sua mãe para acalentá-lo; nem a senhora, com seu filho a morrer na cruz. A partir daquilo João passou a recebê-la em sua casa. A deixa de Jesus funcionou para a cura recíproca.
Mãe é apenas uma. A minha ninguém pode substituir. Desde que ela se foi num momento de revés, foi difícil perceber que Jesus me dizia: “Eis a tua mãe”, quando de repente Ele trazia as Anas, as Arletes, as Raimundas do meu dia-a-dia para dizer que amor de mãe poderia ter a qualquer hora, bastava eu querer.
Depois de um dia das mães como o que passou, digo que o melhor colo, o mais completo, o carinhoso, o mais perfeito, está no chaise longue de Deus, que é a sua mão. Há cura em Deus para isso. Descobri em Deus que Ele é o pai (ou mãe) dos órfãos, e marido das viúvas. O socorro bem presente na ausência de quem um dia nós amamos; o consolo a quem corre aos seus pés.
Feliz dia das mães para as minhas mães.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A cutucada

Quem é que te cutuca? No metrô, no ônibus, no trânsito incontrolável de uma metrópole, na internet e até o pri, pri dos passarinhos... Quem é o louco que te cutuca?
Com o que te cutucam? Com a pontinha irritante dos dedos, com um leve sorriso sarcástico, com a porta do elevador, pois você quer subir ou descer... No metrô, lugar mais concreto da massa popular paulistana até as bolsas enormes das mulheres te cutuca.
No abstrato círculo social da internet cutucamos a quem queremos bem e a quem temos mais afinidade. Mas tem horas que cansa. Portanto dizemos para que vá catucar o nariz.
No fundo, cutucar é machucar levemente alguém a fim de atrair a sua atenção. Se disserem que foi sem intenção, parte-se para a leve irritação que o inferno causa, querendo tirar a sua paz. Às vezes nem a gente se liga que é a ponta do Zé do Garfo futucando. Sempre achamos que não, e lutamos com o que é carnal.
Veja: Sempre quando alguém cria uma situação de deboche e nos voltamos a ela com irritação, aquela pessoa sempre o oprimirá ainda mais. Querem tirar a paz.
Tive a minha atenção voltada por Deus nesse aspecto quando vi uma situação dentro do elevador, como mencionei acima. O Senhor não precisou falar “É isso”. A cena foi uma dica Dele. Naquela mesma noite meu Pastor falou justamente sobre o mesmo assunto.
Seja qual for a cutucada, assim como Paulo que tinha um espinho na carne, saiba que até nisso Deus trabalha, para que o Seu poder se aperfeiçoe em nossas fraquezas.
 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ai de mim que não sou romântica

O ano passado eu escrevi uma poesia que para mim foi arrebatadora, uma profecia. Era uma continuidade de uns versos que criei há dez anos e só conclui agora. Lembro que fiz uma baita elaboração; tinha o conteúdo, investi na forma. Até pedi ajuda para a minha professora, que é uma pessoa incrível e amante de João Cabral de Melo Neto, porque participaria do concurso de poesia da universidade e precisava de um olhar mais aguçado, mais crítico.

Terminei a poesia e enviei com pseudônimo, pois os selecionadores não queriam saber quem eram os artistas, para que não houvesse privilégios de um ou de outro.

Enfim, chegou o dia do concurso. Vi que a minha professora me viu de longe, junto com alguns colegas de sala, e sorriu amigavelmente. Mas, ao vê-la folhear as dez mais, que os outros dois professores selecionaram, vi que seu sorriso desapareceu.

Logo vi. Eles não escolheram a minha poesia. E não escolheram mesmo.

Na aula seguinte, a professora comentou sobre o evento, e indagou o porquê da minha poesia não ser escolhida. Mas, por uma análise minha, de todas as outras que ouvi, logo conclui:

- É porque eu não sou romântica.

O Romantismo... Movimento que deu tanta ênfase ao declarar seus amores que deixou a razão de lado. Amar até a morte, até que os separe ou os una de vez... Papo furado. Primeiro que depois de mortos ninguém se dará por casado. Lá, o lance é outro.

Não quero agredir um movimento que lançou de vez a estrutura do romance (que é uma história mais longa, com começo, ápice, e fim – não precisa necessariamente falar da paixão de um homem e uma mulher, mas também de uma aventura, qualquer que seja o tema), mas só quero declarar o que sinto, e se tem emoção dentro de mim, ela não parte para o romantismo.

Então declaram: “É porque você não é casada”. Não sei dizer o que seria caso fosse, mas eu vivo de hoje, e o meu agora é declarar...

Difícil é ver profeta romântico. Antigamente eles arrancavam, derrubavam e faziam de novo, ou diziam o que tinha que ser falado. Até certo profeta, que perdeu a mulher, foi ordenado por Deus que ele não chorasse. Chora não.

Talvez eu me englobe nesse entendimento profético, não aos recantos da minha alma, do massagear do ego, do satisfazer a minha vida sem equilíbrio algum. O amor não é desequilibrado, cego, não atento; não se joga na ponta do abismo, mas antes tira a quem ama dali.

Talvez um dia escreva versos românticos, mas sempre quero lembrar-me de manter os meus pés no chão. Isso não é medo, não. Quem ama nunca perde a cabeça, sabe muito bem o que falar. E com razão.

Ai de mim? Que nada. Coloquei só para ilustrar.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A invisibilidade

Depois de ouvir um relato sobre invisibilidade num domingo pela manhã em minha igreja, passei a entender que isso não é somente dom de super-herói de HQ. Vi que era algo bom e extraordinário, visto que não é qualquer pessoa que agüenta ser invisível aos olhos dos outros.

A questão da invisibilidade é que o homem deixa de ser exaltado no momento em que Deus o usa, e o foco estelar passa a ser o próprio Deus. Um bom exemplo dado sobre isso, naquela manhã, é quando um pai chega de carro na porta de casa, e a mãe lá dentro do lar pergunta ao filho quem está lá fora, e o filho diz: “Não é ninguém, é só o pai!”.

Seria muito doloroso, com certa tensão de rejeição, ver-se num parâmetro como esse. Contudo, é exatamente esse o objetivo: quando nos apagamos, a Glória de Deus toma o nosso lugar. No tocante a honra, é uma questão que deve, acima de tudo, ser computado por Deus, pois Ele se lembra de tudo.

Começa-se a perceber na vida que Deus nos deu, é muito mais que nós mesmos. Quando fazemos algo cujo foco é os céus, os refletores se apagam de nós e se dirigem a Ele. Mas, no silêncio do palco, sempre vem o presente de Deus.

Eis um segredo de Deus: quando nos jogamos para o Pai, Ele nos joga para cima. Portanto, o não reparar, o não reconhecimento, a não aprovação, entre outras coisas que passam por cima de nós, ou entre nós, como se fossemos nada, é bom que se comece a reparar que, você está ficando invisível.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

domingo, 10 de abril de 2011

O velho e Deus no quiosque do café

Estive a andar em minha casa numa manhã qualquer e lembrei-me de uma ocasião da qual jamais vou esquecer. Rememorei um senhor, já velho e perto do fim dos seus dias, que contava histórias intermináveis de sua vida, enquanto permanecia sentado num baquinho de um quiosque de café num shopping de Florianópolis.


Parei ali por causa do cheiro, sentei-me com o interesse principal de um café delicioso, mas me fixei naquele homem, e tudo o que vi foi armar a isca sutil perto de um peixe agitado pela vida. Pedi meu café, e observei um homem que o escutava que o ignorou e partiu, chamando-o de louco pelo não-verbal. Passei a dá-lo atenção, buscando de alguma maneira falar do amor de Deus para ele.


Vi que os erros de sua vida eram o peso maior das suas histórias. Ele dizia: “Ih, minha filha, eu não tenho jeito não. Já fiz muita coisa errada na minha vida”. E eu o dizia: “Que isso. Tem sim”. E falou, e falou... Passei a ficar entediada, não por sua fala, mas porque a minha oportunidade estava passando entre os dedos.


Chegou um rapaz. Um rapaz meio gordinho. Entrou na conversa. Disse ele que havia se apaixonado por uma gaúcha, e gre,gre,gre... Gregório. No meio de tudo aquilo eu só precisava de uma fresta de luz, só uma... Apenas uma pequena abertura da porta, que pudesse atravessar meu braço a fim de puxá-lo, o senhor peixe, para fora do seu mundo culposo. A fresta veio. A namorada do rapaz chegou, apresentou-a ao senhor, mas distraíram-se dele por um instante; meu povo começou a se movimentar a metros dali dando sinais que estavam para sair; meu café acabou; é agora.


- Eu preciso ir, mas não vou sair daqui sem que o senhor saiba que Deus perdoa os seus pecados, por mais que tenham sido muitos, e que Ele quer entrar em sua vida. O senhor O quer?


- Sim.


E aquele senhor, com os olhos emaranhados, fez uma oração de entrega da sua vida ao Senhor Jesus.


Ao lembrar-me desse fato , que já faz uns bons cinco anos, pude ouvir a voz de Deus: “Ele está comigo”. Respirei de alívio. Lembro na época que chorei tanto ao contar aos meus amigos o que aconteceu naquele quiosque do shopping como se fossem mil pessoas a serem salvas para Deus. Mas, naquele dia eu sei que, aquele senhor valia mais que o mundo inteiro.




Vandressa Holanda Gefali



direto desta geração.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ataca fogo na barata!

Na hora em que aparece uma barata na nossa frente temos diversas reações. No geral, ou matamos ou morremos de susto, de choque, de nojo... Morre-se de tudo, menos de morte fatal.
Tive várias experiências de confronto com baratas:
Na minha infância, vi uma barata perto do fogão, no chão, e imobilizei-me. “Vai que ela me agride!”.
Na pré-adolescência, eu e meu irmão assistíamos tevê. Ele disse: “Vandinha! A barata! Mata!”. Ela estava no alto do guarda-roupa. Destemidamente, peguei o chinelo e ergui diante dela. Demorei demais – ela pulou em mim. Nunca sambei tanto na vida. A sem-vergonha desceu do meu corpo e voltou para o mesmo lugar que dantes! Absurdo...
Na adolescência, minha tia não sabia de onde vinha tanta barata em casa, visto que limpávamos o apartamento, nem havia motivos para a festa. Pois acreditem que elas moravam no sofá. Os meninos trancaram-se no quarto, por causa da bronquite, e eu e minha tia viramos o sofá com as nossas armas mortais nas mãos: ela com o Raid black; eu, com o chinelo. Foi um extermínio em massa. Depois, ela desistiu do sofá, trocou de móvel, pois o gueto estava contaminado.
Depois perdi o medo de vez. Só permaneceu o nojo, muito nojo. Aprendi que baratas são tontas mesmo, e mesmo com esse mau caráter elas são corajosas: ao detectarem a presença do inimigo correm para cima dele. Por isso, a prática em eliminar as “envernizadas”, como uma personagem mexicana um dia falou, aperfeiçoou-se.
Não gosto de esmagá-las. Faço assim: ataco o veneno, ela fica muito doida, e eu declaro sobre ela: Morra! E ela morre. Nos casos de dúvida, faça como o namorado de uma amiga, que ataca fogo nas bichas com o próprio inseticida para ter certeza do assassinato. Para quem gosta de churrasco isso é muito bom.
No mais, e retificando: Ou você mata a barata, ou você morre. Lembre-se também que Deus o fez maior que seus inimigos imundos, e que eles estão, por aquilo que Ele te colocou em Cristo, debaixo dos teus pés. Se quiser, manda fogo também, manda...



Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Eu só quero pegar fogo

Ontem estive pensando no que escrever. Nada me vinha à mente, a não ser que eu pegasse fogo, pois só assim algo bom sairia de minhas mãos. Uns chamam isso de inspiração; outros, transpiração. Eu prefiro juntar as duas coisas e tacar fogo.
É como num filme chamado “Billy Elliot”, cujo menino entra por um acaso no ballet enquanto o pai o recomendara para o boxe. O menino desenvolve a dança de tal maneira que convence até o pai, um operário durão e viúvo, a levar o menino ao teste no Ballet Bolshoi. O menino faz o teste de dança, e ao terminar acaba batendo num pequeno efeminado que chegou perto dele. Por esse motivo foi chamado a falar com uma comissão selecionadora, que pergunta a ele o porquê dele dançar. Nunca esqueço sua resposta, o que sentia quando o fazia: “Não sei. Mas quando danço é como se eu pegasse fogo”. Bastou aquilo para que o menino fosse classificado.
Este fogo é natural, algo que o Criador fez dentro de nós. Parece que eu desde pequena tenho que criar algo, desenvolver idéias... Mas nada se compara a escrita em minha vida. Não nasci tendo nas mãos o domínio de toda essa arte.
Por muitas vezes o “acender-se” é pegar dois pauzinhos e esfregá-los até que uma labareda intensa se acenda dentro de mim. Pegar fogo é desenvolver. Quem se acende de alguma forma quer correr. Pronto, acendi. Estou vendo que será um dia de grande incêndio dentro de mim.



Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Andar é coisa de velho. É tempo de correr.

Hoje pela manhã fui correr, ato que não faço há muito tempo. Acordei muito cedo para um final de semana, e antes que o sol me torrasse, parti. Logo ali, perto de casa, numa pista desfalcada pela chuva comecei a andar, tendo em minha consciência a voz da Danila me dizendo que “Andar é coisa de velho! Você tem que correr!”.
“Tenho que correr”.
Confesso que sempre odiei correr. Sempre, desde criança, passo mal quando corro demais e me causa uma baita enxaqueca. Mas eu estava obstinada. Se eu quisesse perder peso e botar o meu corpo em outro ritmo, era o preço.
Aquilo me trouxe a lembrança meus dias no sul de Minas Gerais, quando aos términos das aulas da tarde trocava de roupa e descia em direção da estrada de terra próximo à praça de esportes do colégio. Nunca corri, apenas andava, e andava... Depois ficava ao fundo da praça, na lateral do campo de futebol, perto dos pinheiros, fazendo abdominais e alongamentos para então treinar golpes de capoeira. O sol punha-se diante de mim, dizendo: “Tchau! Até amanhã!”, e eu parava, querendo dizer com o meu silêncio que era hora de partir como o sol.
Lembrei disso enquanto corria. Então, ouvi uma voz ao longe:
- Aêeee!... – Era a Danila passando por ali com sua irmã.
Dei risada e continuei minha trilha.
A corrida fez-me tão bem! Assim também fez o conselho de minha amiga, de que eu não posso andar – eu tenho é que correr, pois andar é coisa de velho, ou, das coisas velhas.
É correr, com enxaqueca ou não, pois no fim quem agradece é o corpo. O corpo, se é que me entende.




Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A Palavra e nada mais

Depois de três anos lendo literatura secular eu não quero ler mais nada a não ser a Bíblia, a poderosa bússola durante meus dez anos de nova vida. Não há nada comparável a ela. Aquelas literaturas eram muitas palavras, e da montoeira delas se tornaram poucas. Não me era o suficiente para matar a sede no deserto, ao contrário da Palavra de Deus, que da montoeira de palavras faz um rio de águas vivas.

É da sabedoria do alto que quero, só. Tenho tantos livros em minhas prateleiras, e quer saber de uma coisa? Não quero ler nenhuma. Deixe lá. Não peça, não empresto. Se quiser dou de graça uma Bíblia, pois nenhuma outra pode te transformar de maneira tal que surpreenda. Se eu cheguei a algum lugar hoje é porque essa Palavra me guiou.

Não, não me conte histórias da carochinha, velhas e caducas. Conte-me uma nova história, quer antiga, mas tão recente quanto o nosso tempo, e que espelhe o Deus verdadeiro capaz de mostrar o caminho que se deve seguir.

Nesses últimos dias, eu e você precisamos dela. Mas busque com prazer, e não como a última opção no fundo do poço.




Vandressa Holanda Gefali

direto desta geração.